quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eleições à porta


"Neste sítio um ministro pode ir para a rua por um par de cornos infantis ou por uma piada de mau gosto. As roubalheiras, os negócios escuros, os compadrios, a corrupção a céu aberto e o tráfico de influências, não só são tolerados como premiados nas urnas".


António Ribeiro Ferreira, jornalista,
"Correio da Manhã", 20-07-2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

Fever Ray



Fever Ray é o projecto a solo de Karin Dreijer Andersson ,metade do duo electropop The Knife. É certamente um dos discos do ano e mesmo mantendo todo um imaginário e som relacionado com mundos insólitos e obscurantistas tal como os The Knife, em Fever Ray o disco, está tudo ainda mais estranho-que-depois-entranha e usufruimos de todo um mundo de Freaks (Todd Browning),Donni Darkos e exorcismo Poltergeist com roupagem pop.

"When i grow up" é um favorito deste ano,pelo clip (simples na forma,complexo no conteudo),pelo weird.....fascinante,um temaço!

Se houver 4547 pedidos, postarei o link para o disco todo...

domingo, 19 de julho de 2009

Vidas

O Sr. Manuel Azevedo apareceu aqui ontem no CMA de Seia em busca de uma boleia para um passeio turístico, procurava uma voltinha no Helicóptero ou até mesmo nos Canadair. Depois de explicada a impossibilidade de uma "voltinha" por motivos contratuais e de operação, o Sr. Azevedo ficou à conversa, contando-me em traços largos a sua vida.
Reparei na t-shirt do Inatel com algo referente a parapente, e questionei-o. O sorriso abriu-se e começou a contar como se iniciou aos 70 (setenta!) anos de idade neste hobbie pouco provável.
Foi por mero acaso que começou, apenas se queria inscrever no Inatel e para isso foi à secção de Linhares da Beira, onde o informaram que ali não faziam inscrições no Inatel, eram "apenas" uma escola de parapente. Perguntou o que faziam, disseram-lhe baptismos de voo, e ele fez um «só para ver como era». No fim perguntou que mais tinham para lhe oferecer, responderam-lhe que também eram uma escola de parapente. Não hesitou, e como os devidos exames médicos não encontraram maleitas que detivessem no chão, atirou-se em frente. Há já 6 anos que voa em Linhares da Beira sem medo de térmicas nem de ventos.
O gosto com que fala, a alegria que se vê no brilho dos olhos só é comparável ao de uma criança que aguarda e recebe as prendas no Natal.
Fico contente por aquele bocado bem passado na companhia do Sr. Azevedo.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Múm


Há muito que não postava algo.Tomo assim a liberdade de postar os muy queridos e fofinhos islandeses Múm (sim eu sei, esta parte foi um pouco choninhas para um macho que se preze). Disco de 2009;não vem trazer nenhuma novidade ao mundo e muito menos ao som electro-pop-glaciar-com-sabor-a-leitinho-quente (eu sei que existe aqui algo de paradoxal,mas não o é ouvindo a coisa) a que eles já nos habituaram.....
há coisas que não têm mesmo que mudar se é de certa forma que ela nos sabem bem...

part 1 -http://www.megaupload.com/?d=X4913ZQG
part 2- http://www.megaupload.com/?d=676V61WH


pedro.

someone...

...with beautiful smile.





segunda-feira, 6 de julho de 2009

Madeira

Mais uma rapidinha, isto é, viagem...
Tudo começa com a ideia "temos de ir a qualquer lado na próxima semana." Pegando na ideia antes que arrefecesse, fomos directos a uma agência de Viagens e daí a 4 dias estávamos num avião da Transportadora Aérea Portuguesa. Ao chegar ao aeroporto da Madeira "panicámos" durante 3 minutos porque as nossas bagagens não apareceram no tapete, afinal o problema foi do handling madeirense para o qual as nossas mochilas são "odd sized baggage".
Primeira coisa depois de esclarecido o mínimo extravio da bagagem, alugar um veículo automóvel. Queríamos liberdade de movimentos e rapidez, porque as férias iam ser relâmpago! Solução: o mágnifico Fiat Punto Multijet com transmissão reforçada para as íngremes estradas madeirenses.
Um pé fora do aeroporto, queixo no chão... Tudo limpinho, tudo arranjadinho, tudo verdinho... Tudo tão pouco Portugalinho! (mais um "...inho" e fecho a janela do blog)


O dia ainda estava no início, as malas estavam já no quarto do hotel e o depósito do carro estava cheio. Atiramos um dedo para o centro do mapa e lemos "Pico do Arieiro", roda a chave e começa a subir. Ao aproximar-mo-nos do topo e ao contornar cada curva, mais uma paisagem de tirar o fôlego. Já lá em cima metemos pernas ao caminho, trilhos pedestres de revelar vertigens que se pensavam inexistentes.

Depois da caminhada, descer até ao Funchal para um banho reabilitador de forma a jantarmos já relaxados pareceu-nos boa ideia. Assim o fizemos para degustar uma bela espetada em pau de loureiro, cara, ainda assim boa! (atenção às armadilhas para turistas "/ )

Segundo dia raiou bem cedo, para nos encontrarmos com uns amigaços "feitos" na net num espaço de 3 dias... Os porreiraços puseram nas nossas mãos as suas bichinhas (leia-se bikes) adaptadas milimetricamente aos nossos corpos! OBRIGADO!! Quando vierem ao continente não esperem tratamento menor! Como se não bastasse acompanharam-nos por trilhos fantásticos. E tudo isto em troca de uns simples ovos moles.

O resto da tarde serviu para ir até à praia onde não se via areia, apenas seixos erodidos pelas ondas ao longo dos anos, para desgosto dos meus pés.

Segunda noite em busca de movimento, encontramos o festival de peixe-espada-preto em Camara de Lobos. Oportunidade para provar a poncha!

Novo dia, novo objectivo: volta à ilha. Partimos em direcção à Casa do Rabaçal para visitar as levadas. Pernas e pés fatigados puseram-se ao caminho, primeiro para o Risco depois para as 25 Fontes. Os percursos pedestres surpreendem a cada passo, levando a imaginação a esperar pelo aparecimento de um qualquer habitante da Terra Média (Tolkien terá andado por aqui?). Nos estreitos trilhos cruza-mo-nos com caminheiros, muitos e de diversas origens. Uma autentica peregrinação recompensadora, não só pelo objectivo em si, mas em grande parte pelo caminho até esse objectivo.

De volta ao Punto, rumamos a Santana para ver as típicas e reconhecidas casas madeirenses. As duas. Ao que parece as únicas duas na ilha. Com a que existe no Portugal dos Pequeninos devem ser 3 em todo o mundo! - num local em que tudo é em pról do turismo, será que ainda ninguém pensou rentabilizar estas casinhas que são ex-líbris da Madeira? - Lá tirei a foto, mas com cuidados redobrados no enquadramento, não fosse eu apanhar o anexo do vizinho!

De regresso ao Funchal com os cartões de memória quase no limite e depois de jantar no shopping (fica muito mais em conta!) demos um pulo ao Funchal Jazz onde vimos a Vânia Fernandes e depois Richard Galliano com Tangaria Quartet, ambas as actuações a surpreenderem.

Último dia. Apanhámos o teleférico até ao Monte, demos uma voltinha pelos jardins e dentro dum cesto sobre ripas de madeira "atiraram-nos" pelo monte abaixo... è giro, mas não se compara à emoção dos single-tracks percorridos dois dias antes!
Almoço leve numa esplanada no centro do Funchal. Fomos em direcção ao aeroporto mas antes, e como havia algum tempo, gastamo-lo no aquaparque, entre tubos, escorregas e muita água. Como bónus, um escaldão!
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