domingo, 19 de julho de 2009

Vidas

O Sr. Manuel Azevedo apareceu aqui ontem no CMA de Seia em busca de uma boleia para um passeio turístico, procurava uma voltinha no Helicóptero ou até mesmo nos Canadair. Depois de explicada a impossibilidade de uma "voltinha" por motivos contratuais e de operação, o Sr. Azevedo ficou à conversa, contando-me em traços largos a sua vida.
Reparei na t-shirt do Inatel com algo referente a parapente, e questionei-o. O sorriso abriu-se e começou a contar como se iniciou aos 70 (setenta!) anos de idade neste hobbie pouco provável.
Foi por mero acaso que começou, apenas se queria inscrever no Inatel e para isso foi à secção de Linhares da Beira, onde o informaram que ali não faziam inscrições no Inatel, eram "apenas" uma escola de parapente. Perguntou o que faziam, disseram-lhe baptismos de voo, e ele fez um «só para ver como era». No fim perguntou que mais tinham para lhe oferecer, responderam-lhe que também eram uma escola de parapente. Não hesitou, e como os devidos exames médicos não encontraram maleitas que detivessem no chão, atirou-se em frente. Há já 6 anos que voa em Linhares da Beira sem medo de térmicas nem de ventos.
O gosto com que fala, a alegria que se vê no brilho dos olhos só é comparável ao de uma criança que aguarda e recebe as prendas no Natal.
Fico contente por aquele bocado bem passado na companhia do Sr. Azevedo.


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