terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

thanks...

A noite foi agitada e os corpos pediam descanso, o estômago estremeceu e decidiu-nos ao habitual suplemento matinal. O astro rei já se sentia na sensibilidade fragilizada dos olhos com sono.
O carro encostou-se num lugar permitido para fugir à rotina e aos olhares que pudessem ser mais indiscretos.
A conversa fluiu enquanto se fazia tempo para o capuchinho vermelho chegar. Poucos minutos foram contados pelo relógio digital do veículo imóvel no estacionamento, mas tentei desfrutar deles o mais que pude. Preciosos! O tema estava muito longe de ser carnavalesco como as roupas que envergávamos. Oportunidade de voltar a aprender que a vida não é fácil para ninguém, por mais sorridentes que sejam as máscaras que envergamos diariamente. Não sei se assisti ao cair de uma máscara ou apenas o mostrar do outro lado do espelho que não sabe reflectir o sorriso resplandecente de todos os dias. Testemunho duma luta diária contra fantasmas e obstáculos, derrubados e ultrapassados com decisões difíceis mas bem ponderadas. Uma lição de vida, vindo de alguém com menos idade que eu, mas que me faz sentir um miúdo, um puto mimado quando a ouço.
Esta Bella vive no palco montado pelo rumo dos acontecimentos, bem mais interessante que a versão original dos livros, bem mais interessante e bem mais real. Pena é que este Edward de peruca rastafári não esteja à altura das exigências, um cavaleiro andante mas de armadura baça do qual só a sua montada se assemelha à da ficção que serve de metáfora.
Agradeço-lhe não só pela sua companhia e pela conversa, agradeço também por me lembrar de estar grato por tudo o que tenho ou aspiro vir a ter, algo que tão frequentemente esquecemos e substituímos por lamentos e mesquinhices que pouca diferença fazem no âmbito geral da vida quotidiana.
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