domingo, 11 de janeiro de 2009

Preguiça!

Dizem que a preguiça é mãe de todos os vícios. E aqui estou eu sem vícios, o meu único vício fugiu, abandonou-me e as feridas que ficaram já têm crosta.
Numa tarde de domingo como hoje, vêm-me saudades de coisas que nunca fiz, ou se fiz, não lhes dei o devido valor na altura. Hoje apeteceu-me rolar os pneus do carro sem destino, parar de improviso à beira mar e amar um amor que já cá não está. Agarrar essa pessoa nos meus braços, tentando evitar a brisa fria e húmida das ondas do mar a rebentar nas rochas por baixo de nós. Sentir o toque quente do sol, sentir o sal do mar, sentir o teu sabor, o teu calor.. é disto que sinto falta, e de correr na areia molhada, a fugir querendo ser apanhado, a apanhar para que nunca mais me fujas... À falta da tua presença, encosto-me num canto, vivendo recordações de coisas que não vivi. Ou que vivi, mas diluem-se nas batidas dos ponteiros dos nossos relógios, e mais parecem um sonho do qual acordei sem aviso. Acredito que a vida ainda me reserva muitas coisas boas, embora já me sinta satisfeito por ter tido oportunidade de viver o que já passei. Talvez um dia os cruzamentos do destino me tragam as oportunidades que anseio. Já lutei e estou disposto a lutar mais, mas agora estou cansado de não provar do cálice do sucesso, vou procura-lo para nele encostar os meus lábios e saciar esta sede que me cega!
Chega de preguiça e de esperar parado que as coisas aconteçam. Vou abrir portas e dar passos em direcção ás coisas boas. Se a sorte se atravessar no meu caminho, não vou dizer que não, e vou prende-la nos meus braços, até lá, vou procura-la!
É tão fácil falar...mas a crosta ainda é tão frágil!
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