sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

a noite



O relógio automático ouve-se por toda a casa, ela não é grande. São 6:35, está na hora, de súbito o aquecedor liga e faz revibrar as paredes da casa. Sei que já falta pouco para me levantar e o monótono zumbido do aparelho eléctrico diz-me que é oficial mais uma noite de insônia. Na minha cabeça ecoam imagens do verão passado,mais parecem sonhos distantes de pessoas e lugares fantásticos que nunca me aconteceram, tenho pena desta distância. Procuro dormir, quanto mais insisto, mais desperto estou. Esvazio a cabeça, conto carneiros, procuro concentrar-me em algo que me acalme embora não esteja em sobresalto... Nada funciona. Sinto lá fora o movimento de quem já ruma ao seu emprego. A claridade já luta para entrar na janela, o quarto sai da penumbra noturna e dá-me motivos visuais para não adormecer...

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